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Em Campina Grande: Ambulatório TT completa um ano com quase 2 mil atendimentos



O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais “Marcela Prado” do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande registrou, no seu primeiro ano de funcionamento, 1.907 atendimentos. Desse total, 48% dos usuários se declararam homens trans; 35% se declararam mulher trans; 13% se declararam travesti; e 4% se declararam não binários.


Na próxima terça-feira (11), a partir das 9h, a direção do Trauma-CG e a Gerência do Ambulatório TT fará uma comemoração, apresentando os números dos atendimentos, no auditório da unidade hospitalar.


Além dos atendimentos, durante os 12 meses, também foram realizadas duas cirurgias de mastectomia bilateral masculinizadora e oito de histerectomia total, em homens trans.


“O Ambulatório tem a proposta de oferecer um serviço de atenção básica de forma acolhedora, onde os pacientes recebem assistência de profissionais de saúde especializados, com o uso do nome social e atendimento para casos específicos dessa população”, afirmou a gerente do Ambulatório TT, Nicole Cavalcanti.


Madona Sousa, de 26 anos, moradora de Sossego, passa pelo processo de transformação de gênero. Segundo ela, seu maior sonho era se tornar uma mulher trans.


“É minha primeira consulta aqui no ambulatório. Estou muito feliz de agora estar entrando num lugar onde eu possa recorrer a tudo certinho e não tá tentando tomar medicações erradas. Aqui, temos acompanhamento psicológico e médico, e muito respeito. Eu estou fazendo tudo certinho, agora. Me acolheram aqui muito bem, e as pessoas tratam a gente com aquele sorriso no rosto, eu estou me sentindo confortável”, ressaltou.


Já Suenn Khell, de 23 anos, residente em Campina Grande, destacou a importância desse tipo de serviço, já que anteriormente quem precisasse de atendimento tinha que se deslocar até João Pessoa, dificultando o processo. 


“Aqui rapidinho a gente resolve, rapidinho volta para casa, e está cuidando da saúde, no ambulatório a gente se sente vista pela sociedade”, revelou.


Atendimento

O ambulatório atende as populações travestis, transexuais e não binárias, com equipe multidisciplinar, que conta com psiquiatras, endocrinologistas, urologistas, ginecologistas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e gerência administrativa. O serviço funciona no anexo do Hospital de Trauma-CG de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h.


Para abertura do prontuário, são necessários os seguintes documentos: cópias do RG, CPF, comprovante de residência, cartão do SUS e encaminhamento do Espaço LGBT de Campina Grande.


Como acessar

A porta de entrada para o atendimento é o Espaço LGBTQIAP+ Luciano Bezerra, que funciona na Rua Dom Pedro I, 558, no bairro do São José em Campina Grande.


Para garantir o acesso ao processo transexualizador, o usuário deve ter idade mínima de 18 anos.  


Foto: Reprodução Google. 

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