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Carro zero com desconto: 64% dos recursos do governo para bancar programa já foram gastos



O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta segunda-feira (19) que 64% dos recursos para financiamento do programa para baratear os carros populares já foram consumidos, após uma disparada de 88% nas vendas no fim de semana.


Segundo as informações, as montadoras já solicitaram R$ 320 milhões em créditos tributários dos R$ 500 milhões disponíveis para os descontos ao consumidor pessoa física na compra de um veículo zero.


Nove montadoras participam do programa, com um total de 266 versões de veículos incluídos pelas empresas na iniciativa, que correspondem a 32 modelos.


O desconto para automóveis varia de R$ 2 mil a até R$ 8 mil no preço dos veículos de até R$ 120 mil. As empresas do setor que aplicarem o desconto na venda ao consumidor receberão um crédito tributário, ou seja, poderão abater os valores de impostos devidos ao governo.


Segundo o MDIC, até o momento, os créditos autorizados foram divididos da seguinte forma:


-FCA Fiat Chrysler: R$ 130 milhões;

-Volks: R$ 50 milhões

-Peugeot Citroen: R$ 40 milhões;

-Renault: R$ 30 milhões;

-GM e Hyundai: R$ 20 milhões cada;

-Honda, Nissan e Toyota: R$ 10 milhões cada.


Como calcular o desconto dos carros


Para saber quanto o comprador conseguirá abater do preço, é preciso somar uma quantidade mínima de pontos.


Para calcular o desconto de cada veículo, é necessário somar os pontos que ele tem em cada um dos critérios estabelecidos pelo governo.


Para que um carro receba o desconto máximo, de R$ 8 mil, por exemplo, é necessário chegar a, pelo menos, 90 pontos.


Veja um exemplo:


-se a fonte de energia é o etanol ou a eletricidade/modelo híbrido, o carro faz 25 pontos;

-se tem um consumo energético igual ou inferior a 1,40 MJ/Km, faz mais 25 pontos;

-se o preço público sugerido for de R$ 70.000,01 a R$ 80 mil, faz 20 pontos;

-se a densidade produtiva (que equivale à porcentagem daquele carro que foi produzido no Brasil) for de 65% a 74,99%, faz mais 20 pontos, totalizando 90 e alcançando o desconto de R$ 8 mil.


Para ficar na faixa mínima de desconto, de R$ 2 mil, a pontuação precisa ficar abaixo de 69. Dessa forma, se o carro:


-é flex (aceita gasolina e etanol), faz 20 pontos;

-tem um consumo energético entre 1,61 e 2,00 MJ/Km, faz 15 pontos;

-custa entre R$ 80.000,01 e R$ 90 mil, faz 18 pontos;

-tem uma densidade produtiva entre 60% e 64,99%, faz mais 15 pontos, totalizando 68 e recebendo o desconto mínimo.


No total, são sete faixas de desconto, que variam de acordo com as seguintes pontuações:


-R$ 8 mil para veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 90;

-R$ 7 mil para veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 85 e inferior a 90;

-R$ 6 mil para veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 80 e um e inferior a 85;

-R$ 5 mil para veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 77 e inferior a 81;

-R$ 4 mil para veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 73 e inferior a 77;

-R$ 3 mil para veículos cuja soma dos pontos seja maior ou igual a 69 e inferior a 73;

-R$ 2 mil para veículos cuja soma dos pontos seja inferior a 69.


Descontos para caminhões e ônibus


O programa também é destinado para o barateamento de caminhões e ônibus, com um montante de R$ 700 milhões destinados para a primeira categoria e de R$ 300 milhões para a segunda.


Segundo o Ministério, até agora, 14% dos recursos destinados para os caminhões já foram utilizados, ou cerca de R$ 100 milhões. Enquanto isso, 43%, ou R$ 130 milhões, do programa para ônibus já foram utilizados.


Nestas categorias, 10 montadoras aderiram ao programa para caminhões e 13 para ônibus.


CanalPB com G1


Foto: Marcelo Elias. 


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