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Deputado Walber Virgolino pede transferência de Padre Egídio para presídio federal de segurança máxima



O deputado Walber Virgolino (PL) entrou com um requerimento na Assembleia Legislativa da Paraíba pedindo a transferência de Padre Egídio para presídio federal de segurança máxima. Conforme apurou o ClickPB, o parlamentar o local onde o religioso está oferece risco para a segurança e incolumidade para ele. Padre Egídio de Carvalho é acusado de desviar recursos do Hospital Padre Zé, em João Pessoa, no período em que presidiu a entidade.


Walber utiliza como justificativa para seu pedido que “é do conhecimento de todos o processo que investiga ilicitudes na utilização de verbas destinadas ao Hospital Padre Zé, com desvio de recursos na casa dos milhões de reais” e que há documentos que corroboram as irregularidades com o desvio de recursos públicos repassados ao Hospital Padre Zé, como a aquisição de veículos de luxo; compra de imóveis, sendo alguns localizados em áreas nobres da capital paraibana; alimentos e viagens, dentre outros, recursos que em nada serviram para a finalidade para a qual foram disponibilizados para a instituição citada”.


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Walber Virgolino cogita delação premiada


O deputado Walber Virgolino alega, ainda, no seu requerimento que é necessário manter a integridade física de Padre Egídio para que a investigação não seja interrompida. “Nesta esteira, e tendo em vista a gravidade dos fatos em comento, bem como o envolvimento de autoridades públicas e a possibilidade de uma colaboração premiada por parte do Padre Egídio, revela-se o grave risco à segurança e incolumidade física do acusado, razão pela qual é de suma importância sua transferência para um dos presídios federais, nos termos do artigo 3º da Lei 11.671/08”.


O pedido do parlamentar é direcionado para o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, a quem ele pede que, baseado na legislação, seja encaminhado o requerimento ao Tribunal de Justiça da Paraíba, que deverá tomar providências junto à Justiça Federal para que a transferência de Padre Egídio seja feita.


Entenda o caso Padre Zé


O escândalo no Hospital Padre Zé começou a ser divulgado após o desaparecimento de celulares e equipamentos eletrônicos doados pela Receita Federal para serem leiloados pelo hospital.


Após isso, começaram a surgir denúncias de desvio de outros recursos e o esquema criminoso, comandado pelo padre Egídio de Carvalho, então diretor do hospital, virou algo de uma investigação na Operação Indignus.


Durante as ações policiais, o padre Egídio foi afastado da direção do Hospital Padre Zé pela Arquidiocese da Paraíba. Uma nova equipe foi designada para comandar a unidade de saúde e determinou, inclusive, a realização de auditorias.


Como acompanhou o ClickPB, a Arquidiocese revelou que o padre Egídio havia contraído o valor de R$ 13 milhões em empréstimos em nome do Hospital Padre Zé e o dinheiro nunca chegou a ser aplicado na unidade de saúde.


A Operação Indignus cumpriu mandados em dez imóveis que seriam do padre Egídio, dentre eles uma granja na cidade de Conde e apartamentos em prédios de luxo na orla de João Pessoa.


Como trouxe o ClickPB, nos locais, os investigadores encontraram itens de luxo e ostentação. Os imóveis eram equipados com lustres e projetos de iluminação requintados.


Também chamou atenção que na granja havia móveis rústicos de madeira avaliados em R$ 3 milhões, além de 30 cães da raça Lulu da Pomerânia. Uma pesquisa do ClickPB revelou que um cão desta raça pode ser comercializado por até R$ 10 mil.


O padre Egídio de Carvalho, além de Amanda Duarte e Jannyne Dantas, ambas apontadas como envolvidas no esquema, foram presos no dia 17 de novembro.


Após audiência de custódia, o padre foi encaminhado ao Presídio Especial em João Pessoa, Amanda Duarte está em prisão domiciliar, por estar amamentando um bebê de quatro meses, e Jannyne Dantas foi levada ao presídio feminino Júlia Maranhão, também na Capital.


Em tentativa de colocar o religioso em liberdade, os advogados do padre Egídio entraram com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a medida foi negada pelo ministro Teodoro da Silva Santos.


Os advogados também tentaram recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado pela ministra Cármen Lúcia. No fim de janeiro, o padre teve um novo recurso negado, dessa vez pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba TJPB).


No dia 6 de fevereiro, os advogados do padre entraram com um novo recursos no STJ pedindo a liberdade do religioso. O pedido será relatado pelo ministro Teodoro Silva Santos.


Em novo capítulo sobre o caso, diversas microcâmeras foram encontradas espalhadas por salas administrativas do hospital. Os equipamentos teriam sido instalados à mando do padre Egídio na época que ele comandava o Hospital Padre Zé. A denúncia foi feita pelo jornalista Clilson Júnior. 


CanalPB com ClickPB


Foto: Reprodução Google. 


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